Disse no último e anterior post que iria publicar o endereço do novo blog em breve. Os mais atentos, porém, perceberam que as informações para descobrir o novo endereço, na verdade, já estavam lá.
Seja bem vindo: www.verdeverdade.wordpress.com
João - 9:53 AM
diz aí:
Domingo, Setembro 20, 2009
mas que bobagem já é tempo de crescer...
No ultimo post do ano passado, intitulado “Quem se atreve a me dizer?”, disse que o unjob tinha, no dia de seu nascimento, assinado também seu atestado de óbito. Disse também que, por conta do apreço que teve (e que tive por ele), ainda não sabia o que fazer a respeito.
Agora sei: criei um novo lar pro meu blog.
Como toda nova casa, arrumei-a com muito carinho e esmero, migrei todos os posts, deixando-os confortavelmente para que se acostumassem à nova residência; copiei e colei carinhosamente cada comentário feito por você nesses mais de dois anos, tudo como manda o figurino. Havia até criado um lugar específico para publicar as colunas de Educação Ambiental e também as crônicas escritas pelo Gigio da Lia.
Acontece que, ainda assim, aquilo não me satisfez. Por algum motivo que desconheço, estava insatisfeito com o rumo que as coisas estavam tomando.
O que fazer? – essa era a dúvida que me perturbava. Decidi por acalmar os ânimos e, depois de deixá-lo sedimentar por cerca de oito meses (quase uma gestação!), finalmente decidi o que fazer.
Decidi que este novo blog será meu. (Ué, mas já não era?) De certa forma sim, mas não da atual. Veja bem: no unjob as pessoas chegam até o blog através de mim, João, porque já me conhecem. Mas jamais poderão chegar a mim, João, através dele. Entendeu? Não há nada lá (aqui) que me ligue a ele de alguma forma. Coisa que não mais acontece neste novo: tenho um espaço onde digo quem sou (página ainda em construção, colhendo depoimentos! quer participar? diz aíl!), com todas as possibilidades de, quando houver interesse, estabelecer contato direto entre a criatura e o criador.
A hospedagem do blog também mudou: saiu o antigo, complexo e limitado .blogger e entra o modernoso, amplo, de fácil edição e sofisticado .wordpress.
Outra significativa mudança (talvez a maior) está no fato do novo blog não se chamar mais...unjob.
Contei no já citado post a história do nome, e o fato dele ter perdido o sentido nesta atual fase de minha vida – embora a representasse tão fielmente anos atrás e blá blá blá. Unjob foi muito bacana, rendeu ótimas estórias, mas seu tempo foi-se. Tornou-se obsoleto pelo processo rápido de evolução que sofre a vida de alguém, e isso é ótimo! Passou, embora direta ou indiretamente ainda permaneça presente.
Os posts que lá (aqui) se encontram ainda permanecerão por tempo indeterminado, até decidir o que fazer com eles. O blog lá irá começar do zéro, fresquinho, virgem...como se a vida começasse agora. Embora, evidente, terei um link lá redirecionando o visitante pra cá.
Certa vez um dos meus alunos do Instituto Premier falou:
- Ô professor...o senhor devia escrever um livro com essas tuas histórias!! Hahahaha
Disse que um livro, por hora, não está em meus planos. Mas aproveitando, disse que tenho um blog onde publico vários artigos por mim escritos. Tive de orientá-los, porém, de que quem lá escreve não é um Professor, e sim um cidadão comum, cheio de dúvidas e desejos, muitas vezes indignado com fatos e tentando, de alguma forma, expressar isso em forma de palavras escritas, colocadas numa seqüência que a transforme numa idéia coerente e que cumpra sua função, que é estimular a reflexão e aguçar o bom senso tanto de quem escreve quanto de quem a lê.
O nome do novo blog é “verdeverdade”. O endereço será posto em breve. Aos poucos vou acertando os detalhes e entendendo como funciona o processo.
Espero ainda ter muitas histórias interessantes para partilhar.
Muito obrigado pelo carinho e compreensão que me deste durante todo este tempo, e que nossa jornada continue evoluindo à passos largos, exponencialmente, com muita luz e discernimento no olhar de todos em relação ao infinito Universo de idéias, mistérios e sensações daquilo a que nos propomos a ser.
Um grande beijo!
Att.
JP Rodrigues
**Calvin é criação do genial Bill Watterson**
João - 4:56 PM
diz aí:
Sábado, Agosto 08, 2009
3 em 1 (2)
Star Trek - Jornada nas Estrelas
Qual é a primeira imagem que lhe vem a cabeça quando pensa em Jornada nas Estrelas?
A mim, um universo desconhecido e restrito a um público seleto e....nerd. Além do comprimento quase alien da separação dos dedos, o tema principal bacana e inesquecível e ainda o visual redondo e estranho das naves, as histórias aparentemente incompreensíveis, os clássicos teletransportes e, claro, as orelhas de Mrs. Spock.
O badalado diretor J.J. Abrams (das séries Alias e Lost e do filme Missão Impossível III) ficou com a missão (perdoe o trocadilho) de dar uma revigorada na série e cativar novos admiradores. Ele – que confessou NÃO ser fã da série – pegou uma boa e nova história, atores semi-desconhecidos para papéis clássicos, misturou tudo e tharãm! Fez um ótimo trabalho.
Apesar da já batida e confusa história da viagem no tempo fazer parte dos filmes interestrelares, este, no entanto, surpreende. A história é de fácil compreendimento, os efeitos são um primor, ótimo roteiro e os personagens tem um carisma e personalidade cativantes. O filme é excelente .
Os mais atentos (e cultivadores da nerdisse) irão reconhecer o ator Erick Bana como o vilão Nero. É, devo assumir, eu reconheci.
Tirando o fato de termos assistido o filme, por falta de opção, dublado, valeu a pena em cada centavo.
Vida nova aos trekkers!
NOTA: 9,5
A mulher invisível
Selton Mello é o protagonista desta comédia tupiniquim de primeiríssima qualidade. Sujeito em crise de identidade se isola do mundo por certo tempo. Sem contato algum com o mundo exterior. Até que um dia a campainha de sua porta toca e – adivinha? - é nada mais nada menos que a Luana Piovanni quem bate.
Sei que muitos torceram o nariz quando leram isso, já que ela não é das atrizes mais queridinhas do Brasil, mas devo dizer que isso em nada prejudica o filme.
Luana está lá, sim, mas apenas para nós – e para o protagonista. E foi escolhida a dedo pelo diretor Cláudio Torres por conta de seu exímio e indiscutível talento....hã.....físico, vamos assim dizer.
"Tá na hora de começarmos a prestigiar o cinema brasileiro!" - Quantas vezes você já ouviu isso? Esse discurso já é de algum tempo, mas se antes era apenas pela quantidade de filmes e patriotismo exacerbado, agora por alguns serem simplesmente imperdíveis e de muita qualidade.
O filme é repleto de situações constrangedoras e engraçadíssimas e tem participações interessantes, como a do impagável Marcelo Adnet.
A dica que fica é ir sem ver o trailer do filme, que pode transformar em risos contidos o que certamente explodiria como uma gostosa gargalhada.
NOTA: 9,5
Transformers – A Vingança dos Derrotados
Continuação do sucesso de 2007. Todos os elementos que fizeram do primeiro filme um sucesso estão lá: os efeitos incríveis (e um tanto confusos nas batalhas, é verdade) dos robozões, o carisma de Shia LaBeouf, a bizarrice do John Turturro e, claro, a delicioses da Megan Fox.
E talvez seja exatamente por isso que o filme já não é tão legal e divertido. O começo até vai bem, mas nem mesmo os grandiosos efeitos, sem uma história convincente, é capaz de...hum...convencer. Às vezes chega a dar a impressão que em algumas cenas não foram feitas com o efeito devido (talvez por corte de gastos), principalmente na intermináááável cena do deserto, em que surgem um monte de robôs, todos cinzas e aparentemente sem “acabamentos”.
Embora o filme esteja indo muito bem obrigado nas bilheterias, achei muito aquém do primeiro. Na já citada cena no deserto, chegou uma hora, juro, queu me senti um tremendo idiota tendo pago R$ 12 para ver esse filme.
Será queu to virando um véio rabugento?
Talvez como Carl Fredricksen, do aguardado “UP”, novo da Pixar? Tomara...(veja o hilário trailer abaixo!)
NOTA: 7
João - 10:42 PM
diz aí:
Segunda-feira, Julho 06, 2009
O coringão voltoooooooooou!!!!
Quando o Corinthians foi rebaixado, em 2007, postei um artigo sobre aqui no unjob. Na época escrevia para o Jornal de Alumínio Regional a coluna “Educação Ambiental” e sugeri aos leitores piadas sobre o fato, que sempre descontraia o final dos artigos, que sempre tratavam de assuntos muito sérios relacionados ao Meio Ambiente. Algumas das sugestões foram publicadas.
De lá pra cá muita coisa mudou, por incapacidade de conciliar o tempo, não mais escrevo a coluna (a qual escrevi por 2 anos), o que me traz muitas saudades. O Corinthians ganhou invicto o inédito campeonato da Série B do Brasileirão, já foi campeão também invicto do Campeonato Paulista de 2009 e, na última quarta-feira (01/07), da Copa do Brasil, ao empatar com o excelente time do Internacional, lá no Beira Rio, por 2 a 2, depois de ter vencido o primeiro jogo da final em São Paulo por 2 a 0.
Essa final foi, realmente, dum nível técnico altíssimo. O Corinthians, sobre o comando de Mano Menezes, volta a estampar no peito a característica mister pelo qual é conhecido: a garra. E agora, também, aliado a técnica. Com um posicionamento tático impecável, fez uma campanha diga dos grandes campeões e com louvor sobe ao lugar mais alto do pódio.
O que me chamou muito a atenção no jogo de ontem, no entanto, foi um detalhe que passou despercebido pelos narradores e acredito, ninguém mais tratará do assunto.
No primeiro gol, feito de cabeça pelo baixinho Jorge Henrique, na comemoração ele homenageou o grande artista Michael Jackson, morto semana passada. Fez – ou tentou – o moonwalk, passo inventado pelo artista e que você, provavelmente, já tentou fazer vestindo meias no piso encerado da sala. E o fez completo! Com a clássica pegada no paková e o gritinho de “áu!”.
Ao seu lado na comemoração estava o atacante do Corinthians Dentinho, que entusiasmado e pegando o bonde andando, meteu a mão no saco e olhou pra torcida colorada (que eram cerca de 50 mil) e fez o sinal de “cala a boca”, com dedo em riste.
Dentinho é um bom menino, é sim. Tem apenas 20 anos, é inexperiente de tudo e certamente será um dos grandes nomes do futebol brasileiro. Dentinho é membro praticante do Budismo de Nitiren Daishonin, assim como eu.
O mais legal desta história toda é que o Jorge Henrique, já não tão menino, experiente e simples que só ele, dedicando o gol ao filho, mesmo na emoção absurda de fazer um gol decisivo num jogo final da importantíssima Copa do Brasil (que dá direito a vaga na Libertadores), percebeu quase de imediato a atitude do Dentinho e puxou a mão do jogador seguido dum esporro mor no rapaz! Dentinho, cabisbaixo, certamente se arrependeu do ato. E no ato.
Discutindo sobre a palavra “tutorial” com alguns de meus amigos no trabalho, concluímos ser ela derivada da palavra “tutor” (que significa “mestre”, “professor”).
Assim sendo, o pequeno Jorge mostra-se um. E dos grandes!
Fica aqui minha singela homenagem a esse time que tanto nos faz sofrer, mas da mesma forma nos traz alegrias grandiosas.
Parabéns Esporte Clube Corinthians Paulista!!
João - 12:55 AM
diz aí:
Domingo, Junho 21, 2009
Madeiiiiirrrrraaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!!
Na manhã do dia 15 de maio caiu uma frondosa árvore na praça Cel. Fernando Prestes no centro de Sorocaba, destruindo completamente um banco próximo e dois dos três mastros: o da bandeira de Sorocaba e o da bandeira do Brasil, restando apenas a do Estado de São Paulo.
A árvore em questão era um Pau-Ferro (Caesalpinia férrea), árvore nativa e diz que é esse seu nome devido ao barulho e as faíscas que saem dos machados que se atrevem a cortá-la (curiosidade bacana).
Indo direto ao assunto: Quando as praças foram “revitalizadas”, (sem entrar no mérito e no absurdo que é aquele piso), os “profissionais” (já vi que este texto será repleto de aspas) contratados para a execução da tarefa tiveram a “grande idéia” de colocar luminosos ao redor das árvores, conforme podemos observar. Acontece que para fazer isso, tiveram que “aparar” o sistema radicular da planta (sistema radicular = raízes), para que ela não quebrasse o novíssimo e antiaderente piso e coubessem confortavelmente nas grades colocadas.
Mas, o que os inteligentes profissionais nem sequer imaginaram, é que fazendo isso estariam condenando as árvores à morte. Ao cortar os “excessos” das raízes, a árvore não mais consegue absorver a quantidade de água (colaborada pela impermeabilização do piso) necessária para manter sua saúde. Além disso, faz com que ela perca seu equilíbrio. A natureza não cria nada que seja inútil ou fugaz, mesmo o mais fino ramo de raiz está ali por um motivo, e acredite não é para impressionar quem pela praça passa.
Com esta atitude, sem saber, deram às arvores apenas sobrevida de poucos anos. E esses anos estão chegando ao fim.
Desta vez tivemos “sorte”, caiu numa manhã chuvosa e ninguém foi ferido. Agora, um erro cometido por incompetentes lá atrás, criará uma perda significativa ao meio ambiente, provavelmente as espécies de Paus-Ferros que lá sobraram (fica a dúvida sobre as Sibipirunas (Caesalpinia peltophoroides), comum na arborização urbana, que muitas foram cortadas com a desculpa de que “fazem muita sujeira”. Você a conhece, acredite: é aquela que a vagem que contém suas sementes caem secas ao chão, e é irresistível não pisar sobre elas, que estalam deliciosamente, ainda mais do que apertar bolhas de ar em saquinhos de eletrodomésticos) terão de ser cortadas para que se evite uma tragédia.
E sobrará o que? Apenas as ridículas e exóticas Palmeiras Imperiais (Roystonea oleracea) (exóticas = oriundas de outros países. No caso, das Antilhas, e que foi Dom João VI quem plantou o primeiro exemplar no Brasil, em 1809, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro) que nem pra sombra prestam! E porque lá foram colocadas? Talvez para fazer do centro sorocabano uma nova Beverly Hills (quero ver como farão para fazer a praia).
Vamos apenas deixar uma coisa bem clara aqui e que me preocupa: As árvores não são culpadas, culpados são os idiotas humanos que estão se lixando para o meio em que vivem, preocupados apenas com coisas superficiais, em detrimento das deverás importantes.
Me lembrou muito a “moral da história” deste post aqui, lembra não?
** Mastro que sobrou depois do tombo. No detalhe, a "genial "grade luminosa.
João - 11:55 AM
diz aí:
Sexta-feira, Junho 12, 2009
Trio Paková na 30ª Festa Junina Beneficente de Sorocaba
"1ª música própria do Trio Paková. "Porque será?" foi composta pelo guitarrista e compositor JP Rodrigues e conta a história de um pouco de cada um de nós. Foi executada pela primeira vez na 30ª Festa Junina Beneficente de Sorocaba, no dia 11 de junho de 2009. Divirta-se! "
Qui chique né?
João - 6:34 PM
diz aí:
Segunda-feira, Maio 25, 2009
Se você não está conseguindo visualizar o campo "Enviar", clique AQUI.
João - 1:20 AM
diz aí:
Terça-feira, Maio 19, 2009
"ouça a canção e anote a receita..."
João - 1:38 AM
diz aí:
Segunda-feira, Maio 04, 2009
Terminated yourself
Sempre admirei o Christian Bale. Não ví, ainda, um filme com ele que seja ruim. E não estou exagerando. Diferente de outros atores, ele escolhe a dedo seus papéis, e seja o que for, o faz bem. Destaques para o absurdo e assustador “O Maquinista”, no qual ele emagreceu cerca 30 (!!) quilos pro papel (parece-me que o Jô Soares, motivado pela curiosidade, declarou certa vez este ter sido o único filme em DVD que ele viu os extras).
A carreira não poderia ter começado melhor: Aos 11 anos foi o protagonista principal dum belíssimo filme chamado “O Império do Sol”, dividindo a cena com um sempre ótimo John Malcovick e dirigido por nada mais nada menos que o midas, Steven Spielberg.
Recentemente protagonizou um filme que gerou muito blá blá blá chamado...hã...como é mesmo o nome? Hã...pérai deixe-me ver...áh é, é um tal de Batman – O Cavaleiro das Trevas, quebrando recordes e fazendo parte do seleto grupo de filmes que fizeram BIlhões de dólares nas bilheterias.
Mas parece que todo esse sucesso não fez bem ao nosso amiguinho. Depois de ser processado pela mãe e irmã por agressão (mãe e irmã, veja bem!), Bale execrou um iluminador durante as filmagens de seu novo filme, Terminator Salvation, que é a quarta parte da franquia Exterminador do Futuro, no qual interpreta John Connor. O “piti” de 4 minutos caiu na net e, apenas 12 horas depois, ganhou um remix, virando um dos vídeos mais acessados no youtube. Confira abaixo:
Lembrando que os palavrões são extremamente grosseiros, portanto veja por própria conta e risco.
Ê Cricri, vê se bota juízo nessa cabeça!
Aproveitando a campanha, neste site você pode fazer de você mesmo um Terminator.
Não te faz ser uma pessoa melhor, mas vale pela diversão.
Terminator Salvation estréia em 5 de junho.
João - 1:00 AM
diz aí:
Quinta-feira, Abril 16, 2009
The times they are a-changin'
Ouvi muito pouca gente falando sobre a Hora do Planeta, que aconteceu das 20:30 às 21:30 do dia 28 de março de 2009, um sábado. Aos que avisei, mínimo eram as pessoas que estavam antenadas. Se você não sabe do que eu estou falando, volta amanhã.
Às demais que fiz questão de avisar (principalmente pelo MSN), ou não se manifestaram ou demonstravam incredulidade:
- Isso é real?
- Mas, pode ficar na net né?
- E como vou fazer para estudar?
Pois digo que uma hora no “escuro” em nada me atrapalhou. Muito pelo contrário: Tive um romântico jantar à luz de velas, a casa pareceu-me muito mais calma e refrescante do que o habitual, e conversei como a muito tempo não fazia.
Mesmo sendo um ato simbólico, acho muito válido. Caminhamos prum cenário inédito na história da humanidade, o da escassez do básico para a nossa sobrevivência devido ao esgotamento dos recursos naturais. Usamos muito, tiramos pouco proveito, e assim nos adaptamos. Agora uma nova era chega, de evoluírmos e nos readaptarmos novamente. Chegou a hora de, finalmente, nos unir em prol de algo maior do que nosso próprio bem-estar.
Parabéns a você e a todos aqueles que aderiram ao movimento em especial a turma do Coral que canta meu caro amigo Zé do Café. As 20:30 todas as luzes, exceto as necessárias para ler-se a partitura, foram apagadas na Catedral. Fiquei muito feliz ao saber disso.
Foi, sem dúvida, um belo espetáculo. Mas desta vez, as ações não tiveram holofotes.
Ilustram o post alguns dos lugares participantes.
Se não sabe do que estou falando e leu o post até aqui ou quer saber um pouquinho mais como tudo começou, dá uma olhada no belo, curto e informativo vídeo abaixo:
**PS** Veja o post como ele é no Mozilla Firefox. O Internet Explorer está cada dia pior.
João - 9:57 AM
diz aí:
Segunda-feira, Abril 06, 2009
Qui puxa...

João - 12:49 AM
diz aí:
Quinta-feira, Março 26, 2009
Watchmen – o filme
Porque “o filme” do título? Porque falo sobre o filme? Também.
Watchmen é uma revolucionária HQ publicada entre 1986 e 1987, em 12 edições, de autoria do genial (e mala) Alan Moore e ilustrada por David Gibbons.
Havia lido a HQ quando criança e a reli há aproximadamente uns dois anos.
Alan Moore é conhecido do meio e faz, juntamente com Neil Gaiman e Frank Miller, uma das trincas mais respeitadas (e lucrativas) dos quadrinhos. Todos já tiveram algumas de suas obras adaptadas à telona (Stardust e o recente Coraline, obras do Neil Gaiman; e SinCity e 300, do Frank Miller).
Mas diferente do Neil e do Frank, Alan tem aversão a qualquer menção em adaptar suas criações para o que quer que seja. Sabe aquele pseudo-heremita, barbudo, iluminado, carrancudo, genial, isolado e bizarro? Pois é, Alan é quase isso.
Mas, para azar dele e sorte nossa, o poder de decisão sobre criação saiu de suas mãos e foi, finalmente, adaptada.
Até recentemente a obra era considerada infilmável. Watchmen é a história de um grupo de pessoas comuns e sem superpoderes (tirando o azulão) que decidem se organizar para combater o crime. Toda a história e trama deste grupo tem como pano de fundo a Guerra Fria e foi criada, contada e finalizada nestas doze edições. Não tiveram outras anteriores e façamos figas, nem terá.
Dirigido por Zack Snyder (o mesmo de 300), Watchmen é um puta filme. O começo é, simplesmente, fantástico! Mostra cenas dos Vigilantes em tempos áureos, participando de momentos decisivos da história do mundo. E tudo isso ao som da lindíssima “The times they are a-changin'”, do Dylan (que toca inteirinha!!).
A história e o visual são fidelíssimos ao quadrinho, exceto o fim. Sim, o apoteótico e inusitado fim das HQ’s foi mudado na adaptação. De acordo com o diretor, pra filmar o final original demandaria de, no mínimo, mais 20 minutos de película.
Devo dizer, porém, que o efeito e reflexão principal proposto pela história não foi perdida e até mesmo o motivo “inventado” pra justificar o final do filme que levaram Doctor Manhattan a cooperar (como é horrível fazer a resenha com a preocupação de não estragar surpresas!!) com o diabólico plano vem bem a calhar com a atual situação ambiental do planeta. Com suas 02h46min (sem intervalo!) o filme é repleto de referências (atenção ao Porco Voador da capa do disco “Animals”, do Pink Floyd na última cena, do lado direito da tela ao lado dos Zepelins – confesso que não reparei, me contaram) e trilha sonora matadora (Simon e Garfunkel, Hendrix, Nick Cave e até a Cavalgadas das Valkírias!),
além de ser um espetáculo visual de primeira, o espectador é fisgado pela intrincada história e não dispersa a atenção até o final do filme.
Apesar da longa duração, o filme passa que nem se vê. Pra mim ainda mais rápido que o longo (e merecedor dos créditos dados) Batman - o Cavaleiro das Trevas.
Mas isso é assunto pra outra hora.
Ressalvas apenas ao homem mais inteligente do mundo Ozzymandias, que nos quadrinhos impõe respeito, credibilidade e empatia absurdas, sendo retratado no filme (sabe-se lá porque!) como um meninão criado com a vó, mimado e baitola.
Outro ponto a ser comentado é o (modesto) pingola azul fluorescente do Manhattan dando o ar da graça (não me recordo de outro nu frontal em blockbuster) e, como se isso só não bastasse, ainda tem o Coruja pagando cofrinho!
Ponto alto da adaptação é mesmo Rorschachs. Com sua postura incorruptível e seu jeito brucutu ganha credibilidade mesmo entre inimigos. Outra coisa bacana é a (falta) de expressão do Dr. Manhattan, que causou-me desconforto durante e permanece até mesmo depois dos créditos finais do filme. Neste momento, inclusive...brrrr
NOTA: 9,5
João - 12:53 AM
diz aí:
Sábado, Março 14, 2009
Quarta-feira, 18 de Fevereiro de 2009
Dsdfwehvxmjj
Se você acha difícil entender o que eu escrevo, com meus parênteses em excesso e minhas vírgulas mal colocadas, precisa mesmo é me ouvir falando. Aí é que não dá pra entender porra nenhuma.
Eu tenho problema de dicção, e até já raspei no assunto aqui. E não estou sozinho: na família, tá cheio de gente ininteligível. O idioma oficial da Padulândia é falar baixo, rápido e pra dentro. Qualquer conversa que envolva principalmente meu vô, meu pai e eu tem grandes chances de ser apenas um amontoado esquisito de frases jogadas e 'hein?', 'oi?' e 'I beg your pardon como?'.
O diálogo com meu vô costuma ser assim:
Ele: ascfewfsdaqd lá o cara lá, o... Denilso.
Eu: Edmílson.
Ele: Ahn?
Eu: Edmílson.
Ele: Isso, Denilso. O cara pega a bola e vfsadfadvf aaqwerq. Ah, quê que é isso, tá louco.
Já meu pai, além de não ser bom orador, não é bom auscutador:
Ele: Sua mãe foi na padaria.
Eu: ...
Ele: Viu? Sua mãe foi na padaria.
Eu: Que padaria?
Ele: Sua mãe.
O pior dessa história é que uma das frases prediletas dos soldados da autoajuda é sobre como o diálogo na família é o que a mantém unida. Besteira. Com meu pai e com meu vô eu me dou muito bem, sem atritos nem rusgas. Já minha mãe, que é mineira e fala devagar, disse que eu sou demente, fracassado e que vou morrer de câncer de pele.
E se eu falo de um modo que não dá pra entender, acredite: é pra proteger as pessoas.
FIM
**PS** Crônica publicada originalmente AQUI. Posto no unjob porque digo que há tempos algo não me tirava o fôlego de tanto rir!!!!! Clica aqui e confira!! Saiba mais sobre a Padulândia aqui. Já adianto que é um lugar maravilhoso, encantador e receptivo! Tipo a terra dos Teletubies....aliás, pensando bem, não clica neste link daqui não porque ele é igual ao primeiro.......é........isso........isso mesmo........o primeiro lá........lá em cima.....pouco antes desse.....é.....é.....exatamente....que bom.....é isso aí.........é.......a comunicação flui.......bom né........é........então....aham.......hã.....err......tchau......
João - 7:46 PM
diz aí:
Domingo, Março 08, 2009
3 em 1
QUEIME DEPOIS DE LER
Novo filme dos irmãos Joel e Ethan Cohen. Um pseudo-comédia nos mesmos moldes de “Matadores de Velhinhas” e “E aí meu irmão, cadê você?”, tbm filmes dos ditos.
Com elenco estelar (Brad Pitt (hilário como afeminado), George Clooney (incrivelmente comum), John Malcovick (bizarro como sempre) e Tilda Swanton (fria e frígida), o filme brinca com os filmes de espionagens e leva ao extremo as situações de cada um dos personagens, transformando todos em paranóicos em suas próprias idiotices. Impossível não se identificar.
Não muda a vida de ninguém, mas arranca risadas de situações inacreditáveis.
NOTA: 8
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CORALINE E O MUNDO SECRETO
Uma ressalva antes de tudo: Porque filmes adultos estão chegando aos cinemas sorocabanos apenas em versões dubladas? Não vi o Iron Man (não que este seja adulto, aduuuuuulto....veja bem) no cinema e por pouco não vejo o “Cavaleiro das Trevas” por conta disso. “Hulk” e “O dia em Que a Terra Parou” também não ví pelo mesmo motivo. Não é de agora que isto está desta forma. Chega-se ao cúmulo do filme estar em vááários cinemas, e em todos dublados. E porque? Estarão ficando os cidadãos sorocabanos idiotizados? Por Deus pessoal, prestigiemos os filmes em seu áudio original! Não há prazer igual.
Não quero ser chato, obrigar a todos ler a legenda, mas que pelo menos nos dê esta opção, senhores!
Coraline e o Mundo Secreto está, obviamente, apenas em versões dubladas. Triste já que muito se elogiou a versão original, onde Dakota Fanning é quem dá voz a personagem título.
Mas abri uma exceção pelo fato do filme ser uma animação, e seria querer demais que não viesse apenas em versões dubladas.
Baseado no quadrinho do incrível Neil Gaiman, conta a história duma garotinha que leva uma vida triste pela ausência do amor dos pais e se muda pruma nova casa, um casarão antigo. Lá ela vai encontrar uma portinha escondida, que dá passagem ao tal “mundo secreto” do título.
A técnica empreendida pelo diretor Henry Sellick é a mesma do “O estranho mundo de Jack - de Tim Burton” que, apesar do título, quem dirige é o Sellick. A diferença agora é que, mesclado a técnica stop-motion está o uso de CGI. E o resultado é fantástico!
A fotografia é belíssima! E em vários momentos tive sensações de deja-vu, lembrando da casa onde eu e minha família moramos durante quase 20 anos.
O filme é, em muitos momentos, sombrio e perturbador (foi o que ouvi na saída da sessão). Achei um ótimo filme e deve agradar em cheio aos fãs do gênero.
Pena que não temos o IMAX, pois o filme foi rodado com a possibilidade de ser visto em 3D.
O jeito é tomar umas cagébras antes.
NOTA: 9
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YES! (Sim Senhor!)
Sujeito de meia idade tem vida enfadonha, solitária (apesar da insistência dos amigos) e traumatizado por fim de relação já a dois anos. A palavra mais usada por este exemplo de cidadão é...NÃO.
NÃO! NÃO E NÃO!
Recebe convite pruma palestra inusitada e após destino colocá-lo contra a parede (e o amigo também), não vê outra opção senão em comparecer a tal evento. O palestrante prega o uso, absolutamente para TUDO (cof! cof!), da palavra SIM!
SIM! SIM! e SIM!
À partir daí tudo muda e o rapaz começa a perceber o quanto perdia da vida.
SIM! (ops!), esse é mais um filme do Jim Carrey. SIM! (eitha!) lembra muito a premissa d’”O Mentiroso (com o próprio ator) e SIM! (ih caraca!) o filme vale muito a pena ser visto.
Carrey (com a idade já visível) está habitualmente a vontade no papel e nos obriga a compadecer de sua neurose, assim como da sua redenção.
A linda Zooey Deschanel (do incompreensível Fim dos Tempos) é uma fofura. Com seus belos olhos azuis e franjinha arranca suspiros e faz com que coraçõezinhos das nuvenzinhas dos ursinhos carinhosinhos saltem aos olhos. Ela canta na inusitada banda “Munchausen by Proxy”, criada para o filme. E é bem boa, diga-se.
Com duas referências clássicas aos Beatles (I've got blisters on my fingers!), o filme faz rir e sair do cinema com uma sensação boa, sorriso estampado no rosto e uma vontade irresistível de fazer piadinhas escrotas com a situação.
Portanto se for convidado e dúvidas surgirem sobre ir ou não ao cinema ver Sim Senhor!, só há uma palavra a ser dita...e acredito que você, a esta altura, já saiba qual é!
NOTA: 9
**PS** - E esta semana: WATCHMEN! (u-hu!)
João - 11:18 PM
diz aí:
Sábado, Fevereiro 21, 2009
Manchetes:
“Número de mortos por incêndios na Austrália chega a 181” - 10 de fevereiro de 2009 • 22h28 • atualizado às 22h49
“Enchente atinge a Austrália” - atualizado em 04/02/2009 às 11:44:48
“Crocodilos em meio a enchentes” atualizado em: 09/02/2009
MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE QUEM TEM CULPA NO CARTÓRIO
Moro em meu ranchinho, lá nos confins de Queensland, uma cidadela no extremo norte da Austrália, durante toda a vida. Tudo ia muito bem, maravilha, até fevereiro de 2009. Uma onde de incêndios, por conta da pior seca da história do país, ameaça meu lar e minha pacata vida. Resisto, acredito que o homem, como sempre, irá contornar a situação, e só percebo que a coisa é realmente séria e irreversível quando o telhado de casa começa a desabar em chamas. Meu Deus! Não há tempo de pegar nada e imbuído do instinto de sobrevivência corro até a saída da casa, mas percebo que ela está obstruída pelas chamas. Rapidamente encharco um cobertor com água, me cubro e saio em disparada. Ao sair da casa, percebo que as árvores ao redor também estão em chamas. O calor é insuportável. Sigo correndo, tonto pela fumaça, cambaleante, mas continuo em frente. Um galho de árvore em labareda cai bem ao meu lado, quase me esmagando e/ou fritando. E quando começo a perder os sentidos pela fumaça, chego a um lugar onde as chamas não mais existem. Estou a salvo! Penso comigo e ao respirar fundo e tentar me recompor, surge do nada uma onda gigantesca que me arrasta correnteza abaixo. Não sabia ainda, mas já estava no extremo Sul do país, onde as piores enchentes da história estão assolando a população. A correnteza tem, no mínimo, três metros de altura. É duma violência ímpar, entro em desespero. Se a poucos minutos o que eu mais queria na vida era um montão d’agua, agora sei perfeitamente o que significa “tenha cuidado com o que deseja”.
Desesperado não sei o que fazer. Até que, por interferência divina, consigo escapar segurando num galho numa das poucas árvores que ainda estão aos arredores. Com muita dificuldade vou-me puxando vagarosamente pra fora d’água, pois a correnteza é muito forte. Quando estou quase totalmente a salvo, sinto algo pesado em meus pés e percebo: um imenso crocodilo abocanhou uma de minhas pernas! Meu Deus! Meu Deus! Me chacoalho, chuto sua boca e ele, forte, resiste. Até que uma pedra rola da ribanceira e o acerta em cheio, desnorteando-o e o arrastando pela correnteza. Suspiro aliviado, não acreditando no que me acontece. Ao me virar, pronto para ir embora e postar essa bizarra estória no unjob, me deparo com um canguru. Antes queu pudesse me dar conta, tomei um soco de direita na boca do estômago que me fez sentir náuseas. O bicho, sapeca, pula de lá pra cá na minha frente e num movimento veloz se apóia no rabo e dá com os dois pés no meu peito! PÁÁÁÁÁÁÁ!!!
Vôo longe e caio novamente na correnteza...estou queimado, afogado, faltando um pedaço da perna esquerda, com o baço e o peito em dor pelas bicudas recebidas, e me deixou levar. Não há mais o que fazer. Se é assim que me queres, Deus, assim me terás. Porém quando estou quase desfalecendo, esbarro num eucalipto que ainda perdura. Grande, frondoso e sadio. Me agarro a ele e, com muita dificuldade, vou subindo. Arfando, soando e fodido chego ao topo. Longe das chamas, da água, dos crocodilos e cangurus malditos. Mas reparo, logo a minha frente, um singelo, lento e super fofo coala.
- Olha, que bunitinho. Também se protegendo da enchente, do fogo, dos crocodilos e cangurus? Vem cá vem, coisinha linda do pai.
O bicho do nada avança sobre mim e gruda suas unhas gigantes em meu pescoço! Me sinto sufocar! Não acredito no que vejo! Reparo e vejo os olhos do coala, antes tão singelos e inocentes, agora vermelhos e endemoniados! Caracas! Começo a perder novamente os sentidos...e numa última tentativa de salvar minha vida dou um chute no saco do bicho! De chapa! PÁ!
Vejo ele virar os olhinhos...colocar a lingua pra fora...e cair lá de cima feito fruta madura.
TUUUUUUUUMMMMMMMMMMMMMMMMMMMM!!!!!!!!!
- Estou salvo! Viva! Viva! – comemoro. Olho para o céu e digo, em blasfêmia:
- É só disso que é capaz? Hein? Hein? Frôxo! Agora sei que nada divino pode me tirar a vida!!
Nisso sinto um tremor, o eucalipto balança, como se vivenciasse um terremoto. Ouço um barulho estranho, fico sem entender, e assim permaneço até a minha...morte.
Chegando ao céu (cof! cof!) pego emprestada a fita de segurança de São Pedro para entender o que aconteceu comigo. E agora sei: O Decepticon Destruction Tree do post abaixo pegou o último eucalipto ainda de pé, cortou e fatiou sem se importar com nada além do seu único propósito.
Em 13 segundos(!!), virei 3 ripas ensangüentadas enfileiradinhas ao chão.
FIM
Moral da história: Não se iluda: por mais que Deus tente, é o homem quem, no fim, acaba com tudo.